Maria dá-me Jesus

«Maria diz-te: “Dou-te o alimento, a Carne e o Sangue do Inocente:” Aos pés de Maria, en...

Grande é o Teu amor!

«Ai, Senhor, que grande és na Tua misericórdia! Prostro-me aos Teus pés e lavo-os com o me...

ConTigo ressuscitado, a cruz é uma amiga.

 

«Somos mendigos e necessitados,
e não há ninguém tão justo,
que tenha dinheiro para comprar a vida eterna,
que por certo não se dá de graça,
mas a preço de lágrimas e gemidos se alcança:
pois quem nos dá a ocasião de gemer,
quem nos enche as mãos de penas,
quem com a vara do rigor fere a pedra
para que saiam fontes de lágrimas,
não é razão que os tenhamos por inimigos.
Não sabeis que é necessário que se lavrem cá as pedras
por mãos dos artífices,
para que se assentem no soberano edifício?»

Madre Maria de S. José | 1548 - 1603
Carta de uma pobre e presa Descalça. Lisboa 1593

Senhor,
“aqueles que lavram as pedras”
são os que me fazem sofrer
com ou sem razão,
por querer ou sem querer,
nas incontáveis situações
por que passa a minha vida.
Sim, “não é razão que os tenhamos por inimigos”,
porque Tu, Senhor, e a Tua vontade,
estão por detrás de todas estas situações,
dando-me a graça de que preciso
para abraçar a Tua vontade.
Tu “concorres em tudo para o bem
daqueles que Te amam” e eu sou um deles.
Diz S. Agostinho:
“Aquele que te criou sem ti,
não te salvará sem ti”.
Abraçar-me com a minha pequena
ou grande cruz de cada dia,
configura-me conTigo
que abriste os braços e os estendestes
sobre a grande Cruz para minha salvação.
Sim, agora é a minha vez de dar,
de abraçar a cruz,
de Te encontrar em cada pena,
para me configurar conTigo
e alcançar a vida eterna para mim
e para aqueles que uniste à minha vida,
pois ninguém se salva sozinho.
Assim seja.

2018-05-07