No diálogo silencioso do coração

«Na vida oculta e silenciosa realiza-se a obra da Redenção. No diálogo silencioso do coraç...

Deus é a minha morada

«Deus é a minha morada, o meu Templo, a vida da minha vida e o Ser do meu ser, sem Ele nã...

Sou casa de Deus, da Trindade

 

«Senhor Abade,
a que abismo de glória somos chamados !
Oh! compreendo os silêncios,
os recolhimentos dos santos
que já não podiam sair da sua contemplação;
[…] E dizer que o Santo Deus nos chama,
pela nossa vocação,
a viver nestas santas claridades!
Que mistério adorável de caridade!
Quereria corresponder-Lhe
passando na terra como a Santa Virgem,
“guardando todas estas coisas em meu coração”,
sepultando-me por assim dizer
no fundo da minha alma
para me perder na Trindade que aí mora,
para n’Ela me transformar.
Então a minha divisa,
“o meu ideal luminoso”, como mo dizeis,
estarão realizados,
será mesmo “Isabel da Trindade”!...»

Santa Isabel da Trindade | 1880 - 1906
Carta 185. Ao Abade Chevignard. 28 de Novembro de 1903

Senhor, a que intimidade conTigo me chamas!...
Depois da Tua Paixão, Morte e Ressurreição
a Trindade passou a morar em mim.
Mas dou-me eu conta da Sua Presença amorosa?
Penso n’Ela, rezo,
é o Senhor o centro das minhas preocupações?
Contudo, Senhor, tens sobre mim desígnios de amor,
queres que entre em comunhão verdadeira conTigo.
E dás-me os santos para que eu saiba
que também eu estou destinado
a viver em comunhão conTigo
e que as mesmas graças que concedestes a eles,
podes conceder-me a mim:
viver conTigo no íntimo da minha alma.
Este é o Céu na terra.
O início da vida que terei por toda a eternidade.
Dá-me, Te peço, Senhor,
a graça de viver nesta intimidade.
Assim seja.

2018-05-24