No diálogo silencioso do coração

«Na vida oculta e silenciosa realiza-se a obra da Redenção. No diálogo silencioso do coraç...

Deus é a minha morada

«Deus é a minha morada, o meu Templo, a vida da minha vida e o Ser do meu ser, sem Ele nã...

Mate-me a tua formosura

 

Mostra tua presença
Mate-me a tua vista e formosura;
Olha que esta doença
De amor, já não se cura,
Senão com a presença e co’a figura.

S. João da Cruz | 1542 - 1591
Cântico Espiritual, 11

«Abra-se a terra e germine!
Vem, Senhor! Oh se rasgásseis os céus e descêsseis!»
Senhor do tempo e da história,
Olha este homem e esta mulher
Que deambulam à face da terra.

Olha como têm sede e fome da tua presença!
Que famintos e sedentos estão e estamos!
Procuramos-Te onde não estás,
E esbarramos com a dor do vazio e da solidão.

Precisamos de «espírito novo»
De silêncio, de escuta, de espiritualidade.
Não queremos respostas feitas,
Cansa-nos o palavreado vazio e sem sentido.

Quero sair para os montes e ficar de novo à escuta.
Ser surpreendido pela tua originalidade,
Pela Tua beleza e formosura que me cegarão
De espanto e encanto, e então tantas trevas se dissiparão.

2017-12-07