No diálogo silencioso do coração

«Na vida oculta e silenciosa realiza-se a obra da Redenção. No diálogo silencioso do coraç...

Deus é a minha morada

«Deus é a minha morada, o meu Templo, a vida da minha vida e o Ser do meu ser, sem Ele nã...

Fazer a experiência de Deus

 

«Passei estes dias de retiro.
Que feliz estive a sós com Aquele que é O só!
Mãezinha,
quereria que pudesse ler a minha alma,
para que visse tudo
o que nela escreveu Nosso Senhor nestes dias.
Quereria que visse a minha alma iluminada
pelos resplendores infinitos do Divino Prisioneiro.
Com essa escrita, com esse fogo,
faz-me compreender,
faz-me ver coisas desconhecidas,
grandezas nunca vistas.
Não imagina, Mãezinha,
a mudança que já percebo em mim.
Ele transformou-me.
Ele vai levantando os véus que O ocultavam
e que, estando eu no mundo, entre trevas,
era-me impossível perceber.
Cada vez me parece mais belo,
mais terno, cada vez mais louco…
Não tenho outro atrativo do que conhecê-L’O
para o amar, e com loucura.
Não quero continuar porque,
quando começo a falar de Nosso Senhor,
a caneta não pára.»

Santa Teresa dos Andes | 1900 - 1920
Carta 106. 9 de junho 1919. À sua mãe

Senhor,
quão ignoradas por mim
são as riquezas inauditas
que me queres conceder!
Sim, estou “cego para tão grandes luzes
e surdo para tão grandes vozes”.
E porquê?
Porque corro atrás de bagatelas
e encho o coração que criaste para Te amar,
com mil preocupações vãs
e imagens que Te escorraçam de mim.
No entanto,
escuto com desejo de Ti
aqueles que fizeram a experiência de Te conhecer e amar.
Quereria poder falar como eles…
quereria fazer a mesma experiência.
Senhor, “corta todo o ramo que há em mim e não dá fruto”
para que eu dê os Teus frutos,
frutos com sabor de vida eterna.
Assim seja.

2018-06-12