«Reconheci bem depressa que,
quanto mais se avança neste caminho de perfeição,
mais se pensa estar longe do fim;
por isso, agora resigno-me a ver-me sempre imperfeita,
e nisso encontro a minha alegria.»
Santa Teresa do Menino Jesus | 1873 – 1897
Manuscrito A, 74rº
É incrível, Senhor, como se pode dizer isto?
Santa Teresinha encontra a sua alegria
em ver-se imperfeita!
Que paradoxo!
Sim, isto é paradoxal, meu Deus,
quando ponho em mim toda a minha confiança,
quando faço depender tudo do meu êxito, eficiência, acerto…
Mas quando, como ela, se descobriu que Tu és misericórdia e amor,
não se olha mais para os pecados,
olha-se para Ti.
Diante das faltas e imperfeições
(que acontecerão até ao fim da minha vida)
elas não se valorizarão excessivamente
porque a força poderosa do Teu olhar de amor sobre mim,
encherá todos os recantos do meu coração,
saciar-me-á totalmente!
Mais ainda, a minha alegria consistirá em compreender
que Tu vens preencher todos os recantos escuros,
vens curar todas as feridas,
vens colmatar todas as faltas.
O meu coração derrete-se de amor e, por isso
devo procurar não cometê-las,
mas colocar sempre e só o olhar em Ti,
diante de quem as minhas faltas são um átomo,
comparados com o Teu braseiro de amor!
Tu és Amor e isso fará toda a minha alegria!
Ajuda-me, Senhor