«Ó Mãe bem-amada, apesar da minha pequenez
Como tu possuo em mim o Omnipotente
Mas eu não tremo ao ver a minha fraqueza:
O tesouro da mãe pertence ao filho
E eu sou tua filha, ó minha Mãe querida!
As tuas virtudes, o teu amor, acaso não são meus?
Por isso quando a Hóstia branca vem ao meu coração
Jesus, o teu Manso Cordeiro, julga repousar em ti!…».
Santa Teresa do Menino Jesus | 1873-1897
Poesia 54, 5
Quantas delícias não me fazes desejar,
Mãe de Deus e minha Mãe,
ao ver que tudo o que é meu é teu,
e tudo o que é teu é meu!
Desejos grandes de santidade fazem-me voar,
mas não sem antes saber que em ti posso repousar.
Desejos grandes de inflamado Amor me levam a apaixonar,
mas não sem antes para o Crucificado me direcionar.
Tu, Mãe, que sofreste as intempéries da vida,
alimentas a minha alma com os mais belos manjares da Vida Eterna,
pois tudo o que é teu é do teu Filho,
sendo meu n’Ele mesmo.
Ao te aproximares do banquete Divino, leva-me contigo!
Assim, saberei a que é que sabe o amor de quem sempre soube guardar.
Oh Mãe tão bem adornada de virtudes,
peço-te neste oitavo dia da novena a Nossa Senhora do Carmo,
que eu seja como tu, pois em ti está o teu Filho e eu desejo-O possuir.
Recebei estas pobres palavras de sincera piedade e dai-me tudo, em ti.
Amén.