«Senhor Abade, a que abismo de glória estamos chamados! (…)
Que mistério adorável de caridade!
Quereria corresponder-lhe (…) sepultando-me
por assim dizer no fundo da minha alma
para me perder na Trindade que aí mora,
para nela me transformar».

Santa Isabel da Trindade | 1880-1906
Carta 185

Pai bondoso,
apesar da minha miserável condição
atrais-me aos cumes divinos
em que desejas unir-te a este vil ser.

Tu me garantes que o teu reino está dentro de mim,
pois é no meu coração, no meu interior
que a tua obra salvadora começa.

Demoro-me a contemplar a gloriosa Virgem Maria,
a mais bela das criaturas,
que viveu em admirável recolhimento
e me ensina os caminhos
do que uma alma habitada pela Trindade é chamada a ser.

A minha Mãe Amada,
mergulhou profundamente no mistério que a cercava,
meditando e encaixando todas as peças,
reduzindo ao máximo a distância entre criatura e Criador,
a ponto de nela se fazer carne.

Senhor, no dia da Natividade da Mãe de Jesus,
com a intercessão desta bem-aventurada,
ajuda-me a conceber Jesus no meu coração pela Palavra escutada
e no meu corpo pela comunhão eucarística,
dando-O à luz na relação com os irmãos.

Ámen.