Mas como perseveras,
ó vida, não vivendo onde vives,
matando-te deveras
as flechas que recebes
daquilo que do Amado em ti concebes?

A alma sente-se a morrer de amor […]
mas não acaba de morrer
para gozar em liberdade o amor;
então, queixa-se da duração da vida corporal,
a qual lhe retarda a vida espiritual.

S. João da Cruz | 1542 – 1591
Cântico Espiritual. 8. 1-2

Senhor, sinto as amarras e dependências
que me impedem de Te amar
e me entregar às tuas causas
com maior generosidade e determinação.

Semeastes no meu coração
desejos de maior liberdade e entrega.
Não deixes que eles esmoreçam.
Só ficarei saciado, ao contemplar a Tua glória!

Dá-me a graça de começar o Céu na terra
e irradiá-lo à minha volta.