«A multidão estende seus mantos pelo caminho,
para que passe sobre eles o Mestre de Nazaré;
corta ramos de oliveira ou palmas
e levam-nas nas mãos em sinal de vitória.
Cantando, aclamam o Mestre como Rei.
Ignoram, no entanto, que espécie de reino é o seu.
O contraste entre as aclamações populares
e a simplicidade de Jesus, que quer ir montado num simples jumentinho,
talvez te digam a ti qualquer coisa sobre os paradoxos do Reino.»

«Senhor,
eu quero, como o povo, aclamar-Te
como o Enviado que vem salvar-nos […]
Mas reconheço a minha impotência
e sei que, em mim, existem muitas vezes,
a inconstância e a superficialidade das multidões,
a hipocrisia ou a ânsia de poder dos escribas e fariseus…
Mas venho a Ti para que me transformes
e me faças compreender
que a Tua e a nossa glorificação está na cruz,
o verdadeiro triunfo da cruz que nos leva à Vida.
Que assim seja.»

Santo Henrique de Ossó | 1840 – 1896
Quarto de Hora de Oração, 3ª feira da 5ª semana