«Vossa. Rev. compreendeu inteiramente
os meus desejos infinitos
e que o mais íntimo,
que se sobrepõe a todos os outros,
é o de me consumar num doce silêncio
pela Glória do meu Jesus;
conheceis além disso os oceanos de graças
com que o Senhor se digna inundar a minha alma…
Às vezes pergunto-me
como posso viver ainda sobre esta terra de exílio
depois de ter saboreado tantas delícias do céu…
como não me aniquilei
face a tantas graças
que recebeu largamente a minha alma?…»

Beata Elias de S. Clemente | 1901 – 1927
Carta 56. A Madre Angelica. 02-10-1924

Jesus,
neste Advento
também eu desejo fazer silêncio dentro de mim. Esse silêncio onde só Tu moras e aí queres ser acolhido na minha pobreza, no meu pequeno presépio.
Jesus,
mesmo que esse silêncio seja apenas silêncio,
aos meus sentidos exteriores,
ajuda-me a esquecer sensações e sentido
e a mergulhar mais fundo,
procurando crescer na fé e na esperança,
os dois únicos braços invisíveis,
mas capazes de acolherem o Amor, que és Tu.
Vem, Senhor Jesus!