«Como será bom quando enfim (…)
gozarmos do face a face com Aquele
que unicamente amamos!
E enquanto assim o espero, vivo no amor (…):
é o infinito, este infinito de que a minha alma está faminta».
Santa Isabel da Trindade | 1880-1906
Carta 107
Bendito sejas Senhor,
porque me dás a graça de ansiar
contemplar o teu rosto face a face!
Meu amoroso Pai,
rasga finalmente o véu,
rompe a tela deste doce encontro,
acaba já, se queres,
porque vivo sem viver em mim
e morro porque não morro …
Espero na tua grande misericórdia,
porque só tu podes sarar
a ferida que abriste no meu peito,
sedento do teu amor,
esse infinito que sacia qualquer fome.
Volta, Senhor, até quando?