«[Na festa da Páscoa] tudo estava tão calmo, (…)
que parecia que, através das áreas silenciosas,
o nosso Mestre nos iria aparecer como outrora a Madalena,
e se os nossos olhos não O viram,
ao menos (…) encontraram-no na fé».
Santa Isabel da Trindade | 1880-1906
Carta 162
Deus omnipotente, na escuridão da fé
manifestas-me o teu Filho Ressuscitado,
qual insondável mistério perante o qual me pasmo…
Ele é a Luz que veio ao mundo,
que ilumina e dá sentido a toda a minha existência.
Mas Tu conheces a minha miséria, Senhor!
Sabes como me é difícil por vezes acreditar,
Como é exigente o caminho que me propões.
Sou tantas vezes como Tomé, incrédulo,
mas Tu derramas sobre mim o teu Espírito,
fazendo de mim uma nova criatura
e renovando todas as coisas.
Paizinho, concede-me uma fé viva em Cristo,
pela qual me prometes a vida eterna!
Que os olhos da minha alma O encontrem,
no silêncio do meu coração e nos irmãos.
Ámen.