«Abandonemo-nos a Deus e Ele conduzir-nos-á.
Se somos cegos, a Sua luz nos guiará.
Se somos fracos, a Sua força nos sustentará,
se não somos constantes, a Sua firmeza nos manterá.
Repousemo-nos inteiramente na misericórdia infinita
que nunca abandona aquele que espera e confia no Senhor.»

Beata Maria Josefina de Jesus Crucificado | 1894 – 1948
Sur la porte de la tente. Pensées 20

Senhor,
neste início de Advento, o Tempo da esperança,
ensina-me a exercitar-me nesta virtude tão, tão importante.
Um dos fundamentos mais importantes da vida espiritual, Jesus,
sei que é a humildade:
com que discrição viveste a Tua vinda a este mundo, a Tua vida em Nazaré,
a Tua ressurreição… com que humildade Te manifestaste ao mundo…
Mas quando, por vezes, procuro exercitar-me na humildade
pode vir-me um sentimento de “depressão”: nada sou, nada posso…
Não! Jesus, ficar aqui só não é cristão, eu sei.
Não há verdadeira humildade sem a esperança, sem a confiança.
Quanto mais me adentrar na humildade (pela Tua graça),
mais me devo firmar numa confiança sempre maior até chegar a ser inabalável.
Ouvem-se alguns santos dizer: “tenho a certeza que Tu podes”, “tenho uma esperança cega…”.
Sim, humildade e confiança andam a par numa sã relação conTigo.
Que a minha esperança cresça sempre mais, com a Tua graça.
Vem, Senhor Jesus!